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Notícias

24/08/2016

Eventos 2016

Conheça o resultado da ação de Reconhecimento de Comunidade de Aprendizagem!

Dia 20 de agosto, durante o VI Encontro Internacional de Comunidade de Aprendizagem, foram anunciadas as 4 secretarias de educação e as 7 escolas selecionadas na ação de Reconhecimento Eu quero meu acervo para as Tertúlias Dialógicas!

Conheça o resultado da ação de Reconhecimento de Comunidade de Aprendizagem!

Realizada pela primeira vez, a ação teve como objetivo identificar e valorizar locais que buscam melhorar os resultados de aprendizagem dos estudantes e a convivência na escola por meio da implementação do projeto. Foram recebidas 107 inscrições de técnicos de secretarias e gestores escolares e os selecionados receberam acervos de livros. De acordo com o regulamento, deveriam ser descritas cenas marcantes das escolas que passam pelas Fases de Transformação ou realizam Atuações Educativas de Êxito e o motivo pelo qual consideram as Tertúlias Dialógicas como uma boa estratégia de aprendizagem para alunos e professores (leia três dos depoimentos recebidos abaixo).

Veja só quais foram os técnicos das secretarias que receberam livros para a realização das Tertúlias Pedagógicas com os educadores:

Karla Oliveira - Cajamar, SP

Nilce Araujo Fernandes Sano - Mogi Guaçu, SP

Luciene de Souza Borges - Serra do Salitre, MG

Maria Alice Bastos Pereira - Tremembé, SP

Conheça os nomes dos gestores escolares que receberam livros para a prática das Tertúlias Literárias com os estudantes:

Maria da Cruz Sousa Santos

Escola Municipal Antonio Pinto da Silva

Cajamar, SP

 

Ana Maria Mendonça Bezerra

Escola Municial Profa. Lireda Facó

Fortaleza, CE

 

Clara Griziela de Morais Ribeiro

Escola Municipal Profa. Diomar Miranda Boni

Mairiporã, SP

 

Juliana Ormastroni de Carvalho Santos

Escola Municipal Jorge Bertolaso Stella

Mogi Mirim, SP

 

Débora Thomaz

Ginásio Carioca Epitácio Pessoa

Rio de Janeiro, RJ

 

Vanessa Garcia Sanches

Escola Municipal Profa. Daisy Rollemberg Trefíglio

São José do Rio Preto, SP

 

Vanessa Corrêa da Silva

Escola Municipal Maria Dulce David de Paiva

Tremembé, SP

 

Foram selecionadas as experiências que mostraram maior relevância em relação aos princípios da Aprendizagem Dialógica. Bianca Miguel, formadora de Comunidade de Aprendizagem, comentou que foram recebidos relatos sensíveis sobre como é possível transformar a realidade da escola e daquilo que está ao redor dela. “Entre as descrições, apareceram as que mostraram o impacto dos grupos interativos nas casas de pais voluntárias e que as comissões mistas transformaram encontros em que só se ouvia reclamações em momentos de participação e propostas. As tertúlias apareceram na educação infantil como sendo potentes para a expressão dos sentimentos e essenciais para que as turmas olhassem com mais atenção e solidariedade os colegas com deficiência”, conta. E Fernanda Pinho, coordenadora do projeto, completa: “Criamos essa ação de reconhecimento para facilitar o acesso de livros para a realização das tertúlias e para dar visibilidade a histórias de transformação emocionantes que acontecem a partir da implementação do projeto Comunidade de Aprendizagem”.

  

Veja três dos depoimentos recebidos:

Luciene de Souza Borges - Serra do Salitre, MG

“Foi um momento muito marcante quando realizei o trabalho com a Tertúlia Literária na turma do 3º ano do ensino fundamental da Escola Municipal Senador Lúcio Bittencourt. O texto abordado foi A Porta, clássico literário de Vinicius de Moraes. O aluno Bruno Eduardo, cadeirante e paraplégico, com muita limitação motora e dificuldade na fala, me surpreendeu quando levantou a mão para poder participar. Ele soube relatar e entender o texto, porém com lentidão na fala se expressou e justificou o trecho que mais gostou. Disse: ‘Gostei da porta porque ela abre devagarinho’. A todo momento, quer levantar a mão para poder argumentar. Nessa vivência, pude perceber o quanto nós educadores necessitamos dar oportunidade de diálogo interativo e igualitário. Bruno, com suas dificuldades, não realiza as atividades que seus colegas realizam, com ajuda de seu professor de apoio ele recebe uma atenção individualizada.

Realizei outra tertúlia em sua turma e percebi novamente o quanto ele queria participar, a todo momento levantava a mão e relatava algo sobre o texto. Estou encantada com as Tertúlias Literárias e quero a cada dia ter novas oportunidades de deixar uma criança se expressar, dizer o que está sentindo e expor seus sentimentos”.

 

Maria Alice Bastos Pereira - Tremembé, SP

“Temos um grupo de pais bastante ativo na Comissão Mista de nossa escola. São sempre presentes e atuantes em relação às nossas necessidades. Os alunos que estudavam no 1º ano iriam ficar sem sala e seriam transferidos para outra Unidade Escolar. Receberiam condução,  mas ficariam distantes do bairro onde moram. 

A escola fez a implantação do projeto Comunidade Aprendizagem. Os voluntários formaram uma Comissão Mista, resolveram se mobilizar e ir até a Secretaria de Educação do Município para reivindicar a abertura de uma nova sala de aula para atender estes alunos. A SME atendeu ao pedido desta comissão e conseguiu junto a Delegacia de Ensino a autorização para a abertura de uma sala Multisseriada para atender estes alunos.”

 

Maria da Cruz Sousa Santos

Escola Municipal Antonio Pinto da Silva

Cajamar, SP

“Uma cena marcante que gostaria de destacar foi o desenvolvimento de um Conselho de Classe em 2015 no terceiro bimestre. Nele, observamos em data show algumas das ações desenvolvidas pelo grupo escola (grupos interativos e tertúlias), além da comissão mista iniciada pela gestora da escola para implementar mais uma das ações do projeto. Pudemos elencar no coletivo as aprendizagens e dificuldades e propor quais seriam os encaminhamentos para o próximo bimestre necessários para garantir as conquistas das ações praticadas. Foi importante perceber que os professores avançaram na avaliação das práticas apresentadas. Em seu testemunho, vimos que as ações garantiram algumas aprendizagens fundamentais, como desenvolver oralidade e senso crítico a partir das leituras nas tertúlias, a sistematização efetiva de conhecimentos, além do trabalho em grupos e solidariedade com os grupos interativos. Nos conselhos escolares é comum o grupo perder-se em questões com indisciplina dos estudantes e o quanto a sociedade (gestão, pais e conselho tutelar) não fazem nada para resolver os problemas. Neste conselho, além de observar algumas aprendizagens específicas, pudemos concluir que respostas para problemas como a indisciplina estão na própria proposta que, se bem planejada e praticada, pode construir as relações saudáveis que queremos: um ambiente de respeito as aprendizagens e habilidades de todos, em que se sintam à vontade para participar, motivados a contribuir uns com os outros. Assim, podemos vislumbrar no desenvolvimento do próprio trabalho diário do professor respostas para velhas angústias. E é aí que ser uma Comunidade de Aprendizagem está fazendo diferença em nossa escola. Cada pequeno passo é uma grande ação rumo à construção desta comunidade que aprende.”

 

Por Beatriz Santomauro

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